3.8.07

Ode aos Pentelhos Sedosos

Entre pequenos cachos me perco,
Presa fácil que sou de seus volteios.
Buscando a saída mais me enredo,
Brincando aqui, esqueço os seios.

Bosque que cobre tão doce montanha,
Que segredo, mistério em ti se esconde?
Desvendar-te é vontade tamanha,
Guardas cálidos tesouros, mas onde?

Amo-te em loiras, sedosas madeixas,
Negras que sejam, castanhas ou ruivas.
É enlevado, deslumbrado que me deixas,
Se adentro este jardim que tu cultivas.

Sejam as horas longas, infindáveis se possível,
Para que eu possa adorá-los um a um.
Pois o prazer que sinto, oh céus, é indizível,
Quando aspiro teu perfume incomum.

Velharia que o Alê desenterrou. Que engraçado! Foi escrito há séculos e de improviso, por encomenda de um amigo que, ao contrário do a., não era fã das raspadinhas.

2 comentários:

a. disse...

genial!

mas mas devo dizer que sou fã incondicional de todos os estilos. esporadicamente me inclino à lisura ou à pujança.

carolina disse...

ah, essa vida de opções tão variegadas. desperdiçá-las, um erro, não?