Ode aos Pentelhos Sedosos
Entre pequenos cachos me perco,
Presa fácil que sou de seus volteios.
Buscando a saída mais me enredo,
Brincando aqui, esqueço os seios.
Bosque que cobre tão doce montanha,
Que segredo, mistério em ti se esconde?
Desvendar-te é vontade tamanha,
Guardas cálidos tesouros, mas onde?
Amo-te em loiras, sedosas madeixas,
Negras que sejam, castanhas ou ruivas.
É enlevado, deslumbrado que me deixas,
Se adentro este jardim que tu cultivas.
Sejam as horas longas, infindáveis se possível,
Para que eu possa adorá-los um a um.
Pois o prazer que sinto, oh céus, é indizível,
Quando aspiro teu perfume incomum.
Velharia que o Alê desenterrou. Que engraçado! Foi escrito há séculos e de improviso, por encomenda de um amigo que, ao contrário do a., não era fã das raspadinhas.
2 comentários:
genial!
mas mas devo dizer que sou fã incondicional de todos os estilos. esporadicamente me inclino à lisura ou à pujança.
ah, essa vida de opções tão variegadas. desperdiçá-las, um erro, não?
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