Colada ao muro, esperava tensa a chegada da empregada. Ainda não se acostumara à escola nova, imensa a não ter fim. Pensava se um dia teria batatas da perna como as meninas maiores.
Na sua frente, dois garotos conversavam. O mais bonito virou-se e mandou-lhe verde escarrada, direto sobre a meia listrada que cobria o tornozelo. Não pôde mover-se. Queria misturar-se ao muro e sumir, amarela. O catarro escorria dentro da melissinha.
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2 comentários:
Não acredito, então é você?! Aceita um chá? Uma madeleine? Muita saudade. Beijo.
puuutz, que memória!
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