14.7.07

Vexame - I

Colada ao muro, esperava tensa a chegada da empregada. Ainda não se acostumara à escola nova, imensa a não ter fim. Pensava se um dia teria batatas da perna como as meninas maiores.

Na sua frente, dois garotos conversavam. O mais bonito virou-se e mandou-lhe verde escarrada, direto sobre a meia listrada que cobria o tornozelo. Não pôde mover-se. Queria misturar-se ao muro e sumir, amarela. O catarro escorria dentro da melissinha.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não acredito, então é você?! Aceita um chá? Uma madeleine? Muita saudade. Beijo.

carolina disse...

puuutz, que memória!