Direto ao ponto: o Astor é um boteco que fez fama por servir quitutes da culinária brasileira. Pois, uma vez lá acomodadas, pedimos uma porção de bolinhos de arroz. Chegaram à mesa umas bolinhas diminutas, sequinhas, a fritura foi bem feita. Mas o que era aquela massaroca de arroz quebradinho? Parecia o arroz que minha avó usava na canja do cachorro. Uma indecência. Cadê o gosto da salsinha, obrigatório no bom bolinho? Sumiu e deixou no lugar o gostinho dos caldos quinor.
Persistentes, pedimos uma porção de croquetes de carne. Valha-me deus! Uma coisa feita de carne triturada que parecia uma salsicha, com gosto de salsicha, senhores, croquete de carne se faz é com carne assada!
Aqueles salgados pareciam da sadia. Sabe o gostinho das coisas prontas da sadia? De coisa industrializada? Pois sim, quitutes da culinária brasileira.
E o garçon deve ter-nos achado desanimadas, entendeu que tinha o dever de fazer graças, tentar uma amizade. Será? Para logo depois servir correndo a saideira que o bar ia fechar. Que decepção. Faço questão de voltar, não.
Só uma pergunta: por que, por que, por que que eu tenho essa mania de tomar cachaça com o chopp? Ai.
3 comentários:
O único bolinho de arroz do mundo que eu como com gosto é o da minha avó materna...Nem a paterna afz igual!
Croquete acho que nunca comi de carne verdadeira!
Pra mim o pior absurdo é o maldito bolinho de bacalhau. Uma vez comemos num bar que haviam nos dito que era bolinho de bacalhau de verdade. Meu tio, perito, falou até o nome do peixe que usaram, de água doce e bem mais barato que bacalhau. Outros lugares nem se prezam a colocar peixe, fazer de essência mesmo. Aqui há somente um bar que os bolinhos são de bacalhau =(
o astor tá caidasso.
Carol, bolinho de arroz digno das receitas de mãe é o do Teta. Se não tivesse jazz de primeira, Lanny Gordin, caipirinhas celestiais, valeria só pelo bolinho de arroz.
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