Porque era seu aniversário, meu querido, e tudo era lindo, tudo era divino-maravilhoso, ela estava lá.
Ela tinha a pele morena da cor quente do que é feito com dendê sem ser baiana, o toque de azeitona lembrava terra distante, tinha coisa de brilho, de rainha, de atrevimento e justiça.
Olhos de gata, terríveis, terríveis. Hipnóticos. Eu só queria ficar ao lado dela e dizer-lhe coisas que fizessem seus olhos sorrirem, se estreitarem, as sobrancelhas se arquearem, queria os cílios e suas expressões tão vivas, os bocejos, tudo. Puxo qualquer assunto só para vê-la olhar para o alto e depois para mim e então marcar as palavras com meneios.
Mulher, sabe?
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3 comentários:
um sonho...o problema era a língua.
e o perfume?
algo com um certo mistério do oriente-médio
oba! Voltou!
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