13.11.07

desabafo

Poxa vida. sofrendo. Relendo pela terceira ou quarta vez "Retrato do artista quando jovem", do James Joyce, e não tá rolando, sabe? Não flui, não flui. Das outras vezes todas eu amei, foi aquela aventura bacana que só um livro bom pode nos dar, eu me transportava para aquela realidade, a cabeça do pequeno Dedalus, respirava com ele, suava com ele. Agora, ele fala, fala, pensa, pensa e quando vou ver me distraí, passei uma página inteira sem registrar nada do que li. É duro perder assim um grande amor. Começo a ver defeitos, adjetivos demais, não penetro na história e só vejo frases que sobram. Que droga, acho que vou desistir (eita, que eu sou trairinha, "Ficções" da Hilda Hilst acabou de piscar pra mim e acho que vou lá me embolar com ela traveis. Deus me ajude, que essa Hilda, sim, é furacão).

5 comentários:

Anônimo disse...

Nesse baile virtual em que partículas rodopiam
Atrações e repelências, fragmentos explodidos
Do nada, um quer ser o outro, quase tangenciam
Bósons, elétrons, belos neutrinos enlouquecidos.

Anônimo disse...

Então não insista, Carol. Guarde o gostar sem jamais confirmar o não gostar ou criar dúvidas... Deixe-o e continue gostando, se encantando. E isso não é somente para livros.

Beijos

(brigadu pela visita. Teu caso me impressionou. Mas mães são mágicas! Ou bruxas, sei lá! )

carolina disse...

tec, poema!? assim eu apaixono.
-
Sandra, mas é assim mesmo, quando a paixão acaba há um distanciamento inicial, quando o gostar é verdadeiro é ele que sobra no final. Obrigada pela dica, me fez pensar em tanta coisa...
Agora, aquele caso é bem louco mesmo; mães, essas encantadas!

GUGA ALAYON disse...

O problema é virar uma Hilda joyce, ou o que seria pior, um James Hilst.
bj

carolina disse...

ah, Guga, se eu tivesse uma faísca da genialidade deles estaria bem feliz com qualquer nome que isso acarretasse.
beijo