Então, me desculpe, é tudo mentira, ou quase. É que eu gosto de brincar com as palavras. Há quem goste de vídeo game, palavras cruzadas, até daqueles esportes em que as pessoas jogam coisas umas nas outras - bola, peteca, discos voadores. Eu gosto de encaixar letrinhas, pontos, traços. Às vezes vem de uma sensação, de um delírio, de cena vista, vivida ou imaginada. Acontece que as letrinhas têm vontade própria e eu tento entendê-las, palavrinha querida, junto de qual outra você quer morar, minha flor? E tentando compreendê-las e aninhá-las o que era o princípio fica diferente, esqueço tudo e deixo-me envolver por elas, vocábulos amados, fonemas duros, fonemas escorregadios, acho que eles me usam para formar famílias, para seu próprio deleite. Não sou boa serva, meus recursos são parcos, a preguiça é muita, largo vírgulas descabidas, imponho frases que sobram, pena, as palavras merecem amor mais canino.
O fato é que o que começa numa emoção real termina em algo que não sou eu, ou que de mim só tem um pouco, a energia que comprimiu as teclas, a vontade de desenhar algo que não sejam peixes, patos e margaridas (pato é fácil, começa fazendo um dois, depois fecha e faz o olho, pronto!).
Esse é meu lugar de brincar, o blog. Colo coisas, brinco de escrever, faço amizade. Não acredite em tudo que lê, mas pode acreditar em mim.
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3 comentários:
Parece-me que seu amor pelas palavras é de gente mesmo, gente bonita. Beijos.
Depois deste post acredito até em duende. maravilhoso. bj
gente bonita, ai, delícia! beijo, Tec!
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Guga, eu penso em Einstein, os duendes devem ser relativos também. Beijo, querido
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