7.7.07

Ela chega e é um espanto. Loira e linda, com o salto da bota passa fácil de 1,80m, tem voz rouca de mulherão, sorriso florido de dentes alinhados por mão de arquiteto. No bar gay, só dá ela. Mal senta e saca da mala (mala!) umas peças estranhas, põe-se a montar enquanto fala de tudo, chama o garçon, distribui graça pra todos os lados. Ante nossos olhos ainda estupefatos surge um enorme narguilé, olha, fumo de uvas verdes, gostam?
E a gente diz que sim, que não sei, que não, que por favor não pergunte mais nada e deixe-me ser apenas platéia da sua arte de ser você.
Ainda não estamos embasbacados o bastante. Ela nos conta coisas de mulher, diz que tem 23 e que hoje está de coleira porque ontem aprontou, que adora brincar com facas e ama os pés do seu Dono.
Derruba no colo a cerveja, no da amiga só derruba a coca-cola, diz que tem um sex-shop e saca da mala um vestido de vinil vermelho, olha que acabamento! E já oferece à turma da mesa ao lado, troca e-mail, telefone.
Ainda sorrio. Como vale à pena viver pra ver gente assim.

5 comentários:

Anônimo disse...

parece boa ;)

cantabile disse...

Vim rapidinho pois estou sono. Depois voltarei com mais calma par ver o resto.
Mas o pouco que vi já deu para perceber que esse espaço é muuuuuiiiito bom!
Boa semana e até breve !

tatiana reis disse...

Ahhhh imaginei cada detalhe. e esse vestido de vinil?
adorei macia....pessoas assim são tão iluminadas, daquelas que chegam no lugar e plim. é simples.
beijo!!

Ricardo Rayol disse...

Não entendi xongas, mas isso é normal rs.

carolina disse...

menino, ela é ótima.
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moça, que bom que veio. eu também tô sempre por aí. té!
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hehe, o vestido é lindo e tem no site dela rs. E é isso mesmo, plim , simples, disse tudo.
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menino, sabe que comigo acontece direto?