Você me enfia um dedo no meio da festa e eu sei, ah, eu sei, isso não tem nada a ver com tesão, é só você brincando com o poder, a apropriação displicente daquilo que é indubitavelmente seu e que bem por isso já não te atrai.
"Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!"
diz a Florbela; eu te entendo mas mesmo quando o limo toma conta das vidraças o que eu sou é transparente e não há jogos sedutores que me atraiam mais que a fria verdade da perdição das nossas ilusões e o confrontar-se, lastimar o que poderíamos ser e não somos não vale a pena e seguimos; é quase triste, é patético e medíocre e é tudo que sou.
Ainda assim tu achas alguma beleza nessa pintura errática, a vulva-criação-do-senhor, a doçura da minha nudez apesar das roupas; eu sei, é o excesso que te exaspera.
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2 comentários:
Você é ermética, cibernética ou estratosférica?
me deu vontade de comentar feito gaúcha: ai, como que tu escreves bem, guria!
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