Diz que no dia 4 de outubro era pra por um banner no blog dizendo "Free Burma". Desculpe, liberte quem? Burma é um cachorrinho que foi parar na carrocinha? Militante esquerdista preso nalgum canto do mundo? Não, baby, Burma é mais um nome pra Birmânia, lembra, Mianmar, lembra? Onde tem uns monges bonzinhos sendo maltratados, golpe pra lá, golpe pra cá, é velha já, essa história. Pô, o país foi invadido mil vezes desde os tempos de Gengis Kan (viva a wikipedia). Coitado do povo que vive lá.
Tudo bem, folks, Free Burma. Só que, sinceramente, me sinto mega hipócrita fazendo isso. Eu que não consigo ir lá visitar as criancinhas do abrigo a dois quilômetros da minha casa e levar só, mas só, um pouco de atenção. Agora fico aqui dizendo Free Burma. Bacana. Como se botar um post no meu blog fosse ajudar alguém. Pode ajudar a ti que, como eu, não sabia que Burma é mais um nome pra esse lugar que, caramba, vai ter tanto nome assim lá na China.
É como quando eu incluo cada vez um continente diferente nas minhas preces - acho que Deus vai me achar abusada se pedir pelo mundo todo de uma vez. Eu peço por quem sofre e me sinto uma idiota que não se engajou em nenhuma Ong, que serve macarrão pra filha pensando "hoje não deu pra fazer nada realmente bom, mas estou fazendo o melhor que eu posso".
Não sei se há um segredo sobrenatural que justifique toda a barbaridade da nossa espécie ereta, a mim me parece uma grande merda toda a injustiça que acontece por aí. Ainda não me conformo de termos fotos de Marte e não termos solução para a fome e por aí afora e não sei se fecho os olhos pra não doer, se pego um avião e vou salvar crianças na África ou se faço um post dizendo Free Burma.
E chega que esse blog é de brincar.
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13 comentários:
eu, que sou bem desavisada às vezes, li o post achando que burma era aquela roupa que as muçulmanas vestem. mas tou desconfiada que aquilo é "burca", né?
Eu achei que Burma era o apelido de alguém. De qualquer forma também acho que é lavar a consciência junto com os lençóis, na lavanderia, na lavanderia.
Aliás vou batizar algo de Burma, preciso só ver o que.
Onde est� o homem que fala Birman�s?
Free Burca!
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grande Tom Zé, e em boa companhia, né Lima?
Lembro de quando você batia com a galocha na minha burma.
É tudo slogan, né, Carol?
Dar porrada nos senadores e deputados, infelizmente ninguém dá.
Ué, eu pensei que no dia 4 de outubro era pra por um banner no blog dizendo: "Happy Birthday, Ricardo"... acho que errei de blog...
beijinho
Free Bruma Lombardi!
Alê, queria saber onde tem galochas for free. Somando o seu comentário com um post meu anterior, concluo que sou mesmo uma chata de galocha.
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Su, vou corrigir é djá!
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isso, Marcelo! E free o maridinho dela também, plis!
Por uma campanha para alçar ao status de garantia constitucional ao cidadão o uso de pelúcia nas algemas.
pois é carol. enviezamente (é com "z"?)vc repassou a mensagem. assim como do asilo das cçs ao lado de sua casa, pelo fim da fome, da miséria, pela áfrica...
sinto-me assim tb. e não somos poucos, não. totalmente esquizofrênicos, repartidos por dentro.
começo, por fechar a janela qdo alguém "suspeito" se aproxima do carro, mesmo sendo uma puta lata velha de 20 anos!!!
hahaha. mãos atadas pero com todo o conforto, né, Pecus?
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Anna, essa distância entre aquilo que a gente acredita e a nossa prática é uma coisa que me espanta demais. Realmente, parece um tipo de esquizofrenia, putz, coisa estranha.
Sem querendo, mas querendo estás engajada em algo.
Belo Post.
bj
guga, em tudo e em nada ao mesmo tempo, coisa doida.
beijinho, querido
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