
"(...) E tudo isso quer dizer literatura: a requintada crueldade de poder observar as próprias víceras expostas refletidas no espelho e imaginando não ser as nossas, como se este refletisse toda a humanidade agora (...).
Optarei sempre e de qualquer forma pelo caminho mais fácil que é o de remexer minhas entranhas, alisar a ferida, morrendo como morro de medo dos outros, enfiar a mão nas gangrenas alheias a ponto de saber que se confundem com as minhas e a dor dos outros então me doerá tanto, ao limite do insuportável, que então será preciso me matar e pronto e chega. (...)"
Marcia Denser, no conto Tigresa, do livro Diana Caçadora & Tango Fantasma. Essa é doida.
E eu tô com um espírito de porco que não passa há dias. Hehe.
A imagem acima é da tela "O Convidado", da Adriana Varejão.
2 comentários:
Pelo jeito o convidado já foi comido. Ele que devia ter um espírito de porco, ou pelo menos de lombinho.
bjs e prazer. Até
Convidado bom é convidado assado.
Beijo, Guga
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