4.5.07

ah, o de todo dia

Sentei numa das esquinas do balcão, no fundo do salão, pedi um suco. Tinha meia hora naquela padaria. Uma senhora magra e muito morena sentou a dois bancos de mim. Acenou para o balconista e iniciou uma conversa comigo sobre as pombas serem guiadas por anjos. Isso porque eu tinha acabado de reclamar das pombas. Pomba dentro da padaria? . Só falta estar de roupão.
Daí vem o balconista com um copaço de café, deixa na frente dela, sai e volta com uma baita fatia de queijo quente. Sem uma palavra.
Lembrei dos velhos amigos do Caju. Os velhinhos mesmo, com sua pinga de todo dia, sempre o mesmo não-pedido, o mesmo horário. Tínhamos o nosso ballet.

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