20.5.07
Tenho medo do Fernando Pessoa. Tenho medo de poesia, de forma geral, e também tenho medo de filosofia, de psicologia. Tudo que me leva para dentro me dá medo, não sei o que fazer com a dor de me ver tão imperfeita e a dor de doer-me por isso sabendo da efemeridade das coisas. Ver tudo que me assusta e não sei resolver explicitado por outrem dá uma vertigem danada. Vontade de ler mais, buscar pela leitura a transposição da débil fragilidade para a caminhada confiante. Ao mesmo tempo, preguiça e desânimo ao medir o tamanho dos meus passos. Não sei onde é a saída nem a entrada, e o mundo teórico que me explica é como uma janela para outra dimensão. Tudo isso porque assisti o Crash do David Cronenberg, e nele e nos ensaios que li depois encontrei tanto de mim que me vi nua, na rua, nesse oportuno frio paulista. Uma pista? Tem um pouco nessa entrevista: http://lingualingua.blogspot.com/2007/01/crash-filosofia-do-tdio.html
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